Você já parou para realmente observar o céu?
Para muitos o céu é apenas um indicativo de tempo, para outros uma "imensidão azul", e para os românticos o motivo de poemas.
No meio de uma sociedade turbulenta onde a paisagem se resume em poucas árvores ao longo de uma via ou a prédios cinzentos, e em tons azuis ou desbotados o céu passa despercebido, estamos tão antenado nas redes sociais que só paramos para o contemplar nas noites de "luas especiais" ou aos fins de anos para ver a queima de fogos.
Céu esse sempre presente acima de nossas cabeças, com suas várias mudanças e diversos tons de azul, cada dia numa gama diferente, com novas nuvens e novos ventos, são ainda sim pouco para descrever essa coisa maravilhosa que está sob a cabeça de tudo e todos no nosso planeta.
Assim como a água o céu é intocável, e não importa o quão alto estivermos jamais será o suficiente para contempla-lo, minha primeira experiência de vôo fez minha visão do céu mudar completamente, e pude entender um pouco mais sob o quão pequeno somos, perto de toda essa imensidão azul. Eu que sempre fui motivada a olhar e contemplar o céu tive uma nova visão do céu, tive a sensação de pisar sob uma camada invisível que mexeu com todos os meus sentidos reais e psicológicos, tive a leve sensação de pisar num limite invisível que separava o real do imaginário, e pude compreender um pouco mais do que é ser livre, e do que sentem os paraquedistas. A sensação de fazer parte disso tudo e se jogar de cabeça no nosso planeta.
Parece até um pouco exagerado meu ponto de vista ao voar pela primeira vez, sim eu sei, pode parecer infantil, mas o que eu senti ali em cima supera qualquer experiência que eu tive aqui em baixo, pude testar mais uma vez meus limites e ver se teria "medo" do desconhecido, pude ver que as nuvens já bonitas aqui de baixo, formavam um tapete de suspiros lá no alto e que o que eu já admirava ainda podia me surpreender, a sensação era a de ver as ondas beijando a areia, aquela leveza, e simplicidade com que a natureza mostra as coisas, pude sentir a vibração dos ventos na asa do avião e lembrar que o vento que chacoalhava meus cabelos em terra nada se comparava ao vento que chacoalhavam as nuvens, aos meus olhos infantis o movimento lento de pacato delas parecia um pouco entediante até, mas lá de cima pude ver a velocidade com que elas se moldavam, o que me fez pensar em como a vida pode ser vista de vários ângulos diferentes, e que o mal e o bom, o lento e o rápido eram meros pontos de vista, e nenhum nem o outro estão certos ou errados, e não se anulam. Se completam, e que também o 'contrário' é um ponto de vista super estimado..
O que quero dizer com isso tudo?
Quero dizer que devemos olhar o mundo verdadeiramente, e não com os conceitos que nos foram impostos durante toda nossa vida, desde novos aprendemos que as nuvens são brancas e que o céu é azul, mas quem nunca pintou uma nuvem de azul e deixou o céu branco? Que criança não teve sua própria versão do que era o sol, os astros e o tempo? Somos todos crianças quando se trata de novos experimentos, somos todos infantis diante de uma nova experiência, e mesmo que todos passassem por um mesmo problema, e de mesma intensidade o veríamos de forma diferente. Parem de seguir o que a massa te impõe, pare de usar seus olhos com regras criadas por outros, criem coragem para explorar o desconhecido, busquem entender como os outros enxergam, e não acreditem naquilo cegamente, teste, mude, acrescente, passe suas experiências. O céu pode ser o mesmo sob todas as cabeças mas a forma que você o percebe pode ser totalmente diferente, e mesmo assim não será a forma errada. Aprenda que você não é totalmente certo em nada e nem totalmente errado, e que sua percepção pessoal depende UNICAMENTE DE VOCÊ.
--Notas finais--
Minha experiência com o céu foi totalmente minha, e mesmo que eu venha a lhe contar com todos os detalhes você nunca vai sentir o mesmo que eu, e nunca vai entender da mesma maneira que eu. Vivencie, e depois argumente.
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