... para não ter de desistir de mim.
Oras, porque não?
E no meu caso, me desculpe.. mas eu vou desistir de você.
Vou te dizer o porque decidi isso.
Porque tenho de ficar horas do meu dia pensando em alguém que não se importa?
Porque suas vontades têm de ser sobreposta as minhas?
Porque devo lhe dar satisfação de tudo que faço para no fim você não dar a mínima?
Porque eu devo ser a única pessoa que te busca e lhe procura?
Porque deve ser sempre eu que deixo de dormir para pensar em como você esta ou se pensa em mim?
Porque tenho de ser a única que te liga sabendo que você não quer ouvir minha voz?
Porque devo ser a única que sente ciúmes ou saudades?
Porque devo ser a única pessoa que se priva de amar para te
esperar?
No fim das contas você não vai nem se importar, e eu vou ter dedicado meu tempo ao nada.
Então devo desistir de você, para não ter de desistir de mim. Afinal, no final eu vou sofrer sozinha(o) e você não vai se importar, então eu simplesmente desisto.
Quando algo relativamente não dá certo, e quando lutamos em vão, nos frustramos, passamos por cima do nosso orgulho sem pudor e nos submetemos ao ‘acaso’, pois um sentimento é algo do acaso, acontece de uma forma sútil, cresce e se multiplica sem darmos conta. Quando um amor é doentio, e lhe machuca, e seus esforços são em vão, porque continuar lutando?
Aí você pensará ao ler isso “porque eu a amo (o amo)”,mas será que o outro sente o mesmo por ti? Não acha que está na hora de ser um pouco egoísta e pensar em você só por um pouco não? Pois quem ama, doa-se e no mínimo espera uma retribuição equivalente, e quando não acontece, se frustra e muitas vezes guarda para si, esse descontentamento... mas isso dói não é? Dói mais ainda quando procuramos alguém para nos aconselhar e essa pessoa só lhe diz “ aham.. sei.. te entendo”. Desculpe lhe informar, mas certamente ela não entende nada, nem ao menos no que você disse.
Desistir parece algo muito radical eu sei, e por isso deve ser pensado, com muito cuidado. Deve ser feito no momento exato e certo, e sem volta. Não é numa mera discussão que você vai simplesmente virar-se e falar “desisto”, você deve tomar essa atitude se o problema é recorrente, e você está farto de falar e conversar sobre e não obtêm resultados, você deve tomar essa atitude, se você já jogou todas as suas cartas na mesa, e tentou ajeitar a situação e não tem volta, você deve utilizar, caso esteja tão ferido que não consiga mais remendar seu coração.
Ou seja, deve fazer quando sentir que não há mais jeito. No início a ideia dói, ela pesa, pois quando decidimos fazer isso, não podemos voltar atrás.
Eu mesma já desisti algumas vezes, já desisti de um amor
puro e maior que eu, pois eu estava magoada, e depois desisti dessa mágoa, para
criar um perdão, e uma amizade perfeita. E sei que quando a pessoa ao qual me
refiro ler, saberá que é dela que eu estou falando.
Já desisti de um romance que poderia ter sido perfeito, por saber que a pessoa mantinha em seu coração outra pessoa que não era eu.
Já desisti de um romance que poderia ter sido perfeito, por saber que a pessoa mantinha em seu coração outra pessoa que não era eu.
Já desisti de uma vingança, que poderia acabar com uma
pessoa moralmente.
E não voltaria atrás de nenhuma desistência dessas, não as vejo como atos covardes, e sim como nobres, pois através de minhas desistências aprendi várias coisas e amadureci.
E não voltaria atrás de nenhuma desistência dessas, não as vejo como atos covardes, e sim como nobres, pois através de minhas desistências aprendi várias coisas e amadureci.
Só tem três coisas que não podemos desistir, nossa fé (mesmo que seja em algo que não seja Deus), nós mesmos, e a vida.
Essas três coisas são primordiais para nossa existência. Quanto ao resto, pense bem no que fazer, e se vale a pena se sacrificar por outros o tempo todo.
Não vos digo para deixar de lutar por alguém, vos digo para pensar até que ponto lutar, e se vale a pena nos sacrificarmos e criarmos magoas sem cura por alguém que não nos dá o respectivo valor.

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